
Doze pessoas, sete cadernos, uma sala com paredes amarelas no centro de São Paulo.
Não nos chamamos de mídia, nem de agência, nem de estúdio. Nos chamamos de redação porque é isso que somos: uma equipe que lê, escreve, revisa e publica — e que ocasionalmente constrói os sistemas sobre os quais escreve.
Lemos cada sistema como um texto: com tempo, com lápis vermelho na mão, e com a suspeita generosa de quem espera encontrar boas ideias entre as linhas.
Começamos como um boletim por correio eletrônico, escrito em quatro mãos, com uma tese desconfortável: o jornalismo de tecnologia brasileiro estava preso entre o release reescrito e a opinião sem leitura. Faltava reportagem. Faltava redação no sentido antigo da palavra — gente que se senta, lê os documentos, faz as três ligações e só depois abre o editor de texto.
Em sete anos a Campo Interno passou de quatro para doze pessoas. Mantivemos três decisões originais: não publicamos publieditorial, não fazemos cobertura de evento patrocinado e revisamos toda reportagem em três passes — pauta, redação e fechamento. Mantivemos também o gosto antigo pela tipografia: a casa inteira é composta em Libre Caslon, desenhada por William Caslon em 1722 e ainda hoje uma das mais legíveis fontes para textos longos.
O que mudou foi o escopo. Hoje, além de publicar a gazeta semanal, conduzimos pesquisas aplicadas para fundações, faculdades e empresas que precisam entender como sistemas funcionam por dentro — e ocasionalmente construímos esses sistemas, com o mesmo cuidado editorial que aplicamos ao texto.
A casa por dentro — editores, pesquisadores, engenheiros, revisores.


Júlio Sampaio
Editor adjunto · sistemas
Beatriz Toledo
Editora · cultura computacional
Rafael Andrade
Pesquisador-chefe
Marina Costa
Designer tipográfica
Caio Werneck
Engenheiro · plataforma
Vitória Bezerra
Revisora-chefe
Pedro Klein
Repórter · política tecnológicaAquilo que dizemos sim, aquilo que dizemos não, e por quê.
Pauta antes de prensa
Toda matéria começa por uma pergunta concreta. Se a pauta não cabe em duas frases sem adjetivos, ela ainda não está pronta para virar reportagem.
Três leituras
Pauta, redação e fechamento — três passes editoriais conduzidos por pessoas diferentes. Nenhum texto vai à composição sem ter sido revisado por mais de um par de olhos.
Sem publieditorial
Não publicamos conteúdo patrocinado disfarçado de reportagem. Quando uma matéria envolve cliente da casa, a relação é declarada no rodapé e a apuração passa por revisor externo.
Tempo é matéria-prima
Reportagem longa pede semanas, não horas. Se o calendário de uma pauta não couber, a pauta espera a próxima edição.
Tipografia conta
A leitura no século XXI ainda depende de letras bem desenhadas, espaçamento honesto e composição cuidadosa. Tratamos forma e fundo como duas faces da mesma reportagem.
Receba a gazeta nos sábados.
Reportagens da semana, três leituras escolhidas pela redação e uma nota do editor. Sem rastreio, sem patrocínio embutido, sem rodapé promocional.